Material de Estudo - Concursos

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA | BLOCO 11: OUTROS CPCs

1. Contabilidade Geral - CPC 46: Mensuração a Valor Justo (Lei 6.404, art. 183, §1º)

ConceitoO que você precisa saberComo a banca cobra
Valor justo (VJ)Preço de venda do ativo ou transferência do passivo, em transação NÃO forçada, entre participantes do mercado, na data de mensuraçãoDefinição literal (C/E)
Mercado principalMaior volume e nível de atividade do item“principal” vs “mais vantajoso”
Mercado mais vantajosoMaximiza o valor recebido (ou minimiza o valor pago), considerando custos para acessar o mercadoPegadinha com custos
CustosCustos de transação NÃO entram no VJ; custos de transporte PODEM entrar se a localização for característica do ativoContas com R$
⚠️ Fique esperto! Aqui o bicho pega!
  • VJ NÃO é “o preço que a empresa pratica” nem “o preço do produto da entidade”: é preço de mercado (visão do participante do mercado), na data de mensuração, em transação NÃO forçada.
  • Mercado principal é critério prioritário; mercado mais vantajoso só entra SE NÃO houver mercado principal acessível.
  • CEBRASPE adora trocar “mercado mais vantajoso” por “sempre o mais vantajoso”: NÃO é “sempre”; é primeiro o principal.
  • “Custos de transação” (corretagem, taxas, etc.) NÃO ajustam o VJ; já “custos para transportar” podem ajustar SE a localização for característica do ativo (ex.: commodity em praça diferente).
  • Pegadinha em questão numérica: a banca mistura “preço”, “custos de transação” e “transporte” para induzir subtração indevida do custo de transação no VJ.
  • “Melhor uso” do ativo NÃO significa “escolher o maior preço observado” por conveniência: envolve perspectiva de participantes do mercado (e pode afetar premissas, mas não é “o maior valor disponível”).
  • “Acesso ao mercado” importa: mercado só conta (principal/mais vantajoso) se a entidade PUDER acessá-lo na data da mensuração.
  • A banca troca “data de mensuração” por “data do balanço” sem contexto: VJ é sempre NA DATA DE MENSURAÇÃO definida pela norma/conta (não é “qualquer data”).
  • VJ NÃO é “valor presente” por definição: valor presente pode ser técnica dentro da abordagem de receita, mas não vira sinônimo de VJ.
🎓 Pareto CEBRASPE
  • Definição que mais resolve questão (C/E): VJ = preço de venda/transferência em transação NÃO forçada, entre participantes do mercado, NA DATA de mensuração (a banca troca por “produto da entidade” para derrubar).
  • Ordem dos mercados: mercado principal (se existir e for acessível) → EXCEÇÃO: se NÃO houver, usa-se o mais vantajoso.
  • Custos na conta: custos de transação NÃO entram no VJ; cuidado para não “descontar taxa/corretagem” quando a questão pede VJ.
  • Transporte: pode ser relevante quando a localização é característica do ativo; a banca cobra isso em itens sobre “condição e localização” no ajuste de VJ.
  • “Melhor uso”: aparece como pegadinha quando a alternativa transforma em regra do tipo “havendo dois valores, VJ será o do melhor uso”; a norma não autoriza essa simplificação.
  • CEBRASPE explora “participantes do mercado” vs “premissas específicas da entidade”: VJ busca perspectiva de mercado, ainda que use técnicas/modelos quando não houver preço observável.
  • A banca mistura “mercado principal” com “maior preço líquido”: principal é volume/atividade, não “o que dá mais dinheiro” (isso é “mais vantajoso”, e só entra na falta do principal).
  • Em questões com dois mercados, o “mais vantajoso” considera valores líquidos de custos necessários para acessar o mercado (ex.: transporte), mas NÃO confunda com custos de transação.
  • Em itens C/E, a CEBRASPE costuma trocar “não forçada” por “forçada” (liquidação) — e isso muda tudo: VJ pressupõe transação NÃO forçada.
✍️ Exemplo na prática

[CEBRASPE – 2024 – Cont – CAU BR] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/2782187

* Ponto-chave: “melhor uso” NÃO vira regra mecânica para escolher “o maior valor” quando há dois preços no mercado. * Pegadinha: alternativa simplifica o conceito e tenta transformar “melhor uso” em critério automático do VJ.

[CEBRASPE – 2024 – Cont – CAU BR] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/2782184

* Ponto-chave: separar preço, custo de transação e custo de transporte para identificar o VJ conforme o critério do mercado (principal/mais vantajoso). * Pegadinha: subtrair custo de transação do preço para achar VJ (a banca induz esse erro).

[CEBRASPE – 2024 – Cont – Pref Cach Itapemirim] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/2985327

* Ponto-chave: VJ = preço de venda/transferência, transação NÃO forçada, participantes do mercado. * Pegadinha: trocar “participantes do mercado” por “política/condições internas da entidade”.

2. Contabilidade Geral - CPC 15: Combinação de Negócios, Fusão, Incorporação e Cisão

ConceitoO que você precisa saberComo a banca cobra
Combinação de negóciosOperação em que o adquirente obtém controle de um ou mais negócios (não é “qualquer compra de ativos”)Definições e escopo
Método de aquisiçãoIdentificar adquirente; definir data de aquisição; reconhecer/mensurar ativos/passivos identificáveis; reconhecer goodwill/ganho por compra vantajosa“Passos” do método
GoodwillAtivo que representa benefícios futuros NÃO identificáveis separadamenteGoodwill vs ativos intangíveis
NÃO se aplicaFormação de negócio em conjunto; aquisição de ativo/grupo que NÃO constitua negócio; combinação sob controle comumEscopo (pegadinha)
⚠️ Fique esperto! Aqui o bicho pega!
  • “Combinação de negócios” exige controle e exige que o objeto seja um negócio (conjunto integrado de atividades e ativos): aquisição de ativo isolado ou “grupo de ativos sem negócio” NÃO entra.
  • CEBRASPE mistura “fusão/incorporação/cisão” (formas societárias) com “combinação de negócios” (critério contábil pelo controle): forma jurídica NÃO manda sozinha.
  • Método de aquisição: a banca tenta reduzir os passos (“requer somente…” omitindo data de aquisição ou mensuração): o método tem sequência lógica, e “somente” costuma estar ERRADO quando elimina etapa essencial.
  • Goodwill: NÃO é “intangível identificável” (marca patenteada etc.); é “benefício futuro residual” que NÃO dá para separar/reconhecer individualmente.
  • “Compra vantajosa” é o ganho quando a contraprestação é menor que o valor justo dos ativos líquidos identificáveis; a banca chama de “goodwill negativo” para confundir.
  • Passivo contingente: regra geral (CPC 25) é NÃO reconhecer, só divulgar; EXCEÇÃO no CPC 15: adquirente DEVE reconhecer passivo contingente na data da aquisição SE for obrigação presente de evento passado E o VJ puder ser mensurado com confiabilidade.
  • “Controle comum”: a banca cobra como exclusão de escopo e tenta empurrar o CPC 15 mesmo quando há reorganização interna (mesmo controlador).
  • Itens de prova tentam dizer que, na fusão, “ativos e obrigações são liquidados” (ou mencionam “legislação tributária”): isso costuma destoar da essência contábil (sucessão patrimonial não é “liquidação” automática).
  • Cisão total vs parcial: a banca confunde com incorporação (“cisão total deixa de existir” sim; incorporação é a incorporada que cessa), mas o destino patrimonial e a forma de sucessão são diferentes.
  • Prejuízo fiscal “é atrativo adicional” NÃO vira “direito líquido certo” automaticamente: há requisitos legais e limitação de aproveitamento; a banca usa assertivas absolutas para derrubar.
🎓 Pareto CEBRASPE
  • Escopo: CPC 15 é para obtenção de controle de um negócio; NÃO é para compra de ativos que não formem negócio e NÃO é para controle comum.
  • Definições recorrentes: adquirente (quem obtém controle), adquirida (negócio cujo controle é obtido), negócio (conjunto integrado capaz de gerar bens/serviços/receitas).
  • Método de aquisição: a banca cobra “quais etapas” e erra no “somente”; geralmente, a alternativa errada omitir etapa ou restringir demais o método.
  • Goodwill: residual, não identificável separadamente; NÃO confundir com intangível identificável.
  • Compra vantajosa: reconhece ganho (não é goodwill); aparece muito em C/E como “goodwill negativo”.
  • Exceções de reconhecimento/mensuração no CPC 15: destaque para passivo contingente (exceção mais cobrada) — reconhece-se na aquisição se houver obrigação presente e mensuração confiável do VJ.
  • Fusão vs incorporação vs cisão: a banca cobra pela consequência societária (quem “cessa existência”), e mistura com terminologia contábil; separar o conceito jurídico do tratamento contábil evita erro.
  • Cisão total: cindida extingue; cisão parcial: cindida permanece com parte do patrimônio/capital (a banca troca para derrubar).
  • Itens C/E: palavras absolutas (SEMPRE, APENAS, SOMENTE) costumam sinalizar erro, principalmente quando o tema envolve escopo/exceções.
✍️ Exemplo na prática

[CEBRASPE – 2025 – AFP – SEFAZ RJ] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/3385428

* Ponto-chave: distinguir fusão/incorporação/cisão (efeito societário) e não aceitar “liquidação de ativos/obrigações” como regra automática. * Pegadinha: afirmar que avaliação “desconsidera intangíveis” ou que cisão total “ocorre como incorporação” (trocas conceituais).

[CEBRASPE – 2024 – ERSPT – ANATEL] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/3101877

* Ponto-chave: método de aquisição envolve etapas completas (identificar adquirente; reconhecer/mensurar ativos/passivos; goodwill/ganho). * Pegadinha: uso de APENAS/SOMENTE para reduzir etapas e tornar o item falso.

[CEBRASPE – 2024 – ERSPT – ANATEL] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/3101882

* Ponto-chave: “data de aquisição” e controle são centrais na contabilização; o reconhecimento depende do momento em que o controle é obtido. * Pegadinha: trocar “data de aquisição” por data de contrato/registro formal, ignorando a essência do controle.

3. Contabilidade Geral - CPC 24: Eventos Subsequentes

ConceitoO que você precisa saberComo a banca cobra
IntervaloEntre a data final do período e a data de autorização de emissão das demonstraçõesDefinição literal
Evento ajustávelIndica condição que JÁ existia na data final ⇒ AJUSTA valores reconhecidosAjusta vs não ajusta
Evento não ajustávelEvidencia condição surgida APÓS a data final ⇒ NÃO AJUSTA (pode exigir divulgação)Pegadinhas com “deve ajustar”
DividendosPropostos/declarados após a data final ⇒ em regra, NÃO é passivo no balanço daquela data (tratamento via divulgação conforme caso)Tema favorito
⚠️ Fique esperto! Aqui o bicho pega!
  • Evento subsequente é o que ocorre entre a data final do período e a autorização de emissão das demonstrações: a banca troca “publicação” por “autorização” para confundir marco temporal.
  • Regra de ouro: condição JÁ existia na data do balanço ⇒ evento AJUSTÁVEL (ajusta valores); condição que surge depois ⇒ NÃO ajustável (não mexe nos saldos, mas pode divulgar).
  • Dividendos: a CEBRASPE tenta fazer você reconhecer como passivo “porque foi proposto após o balanço”: isso costuma ser ERRADO; em geral, não há obrigação presente na data do balanço (vira evento não ajustável).
  • Pegadinha de datas: a alternativa mistura “declaração”, “pagamento” e “autorização de emissão” para deslocar o evento para dentro/fora do intervalo do CPC 24.
  • Liquidar um passivo não circulante após o balanço NÃO vira automaticamente “ajuste”: depende de ser evidência de condição existente (reclassificação/violação de covenant, por exemplo, é típica cobrança).
  • Mudança de lei com vigência futura: a banca tenta obrigar ajuste “no exercício passado” por evento subsequente; se a condição (nova lei) surge depois, tende a ser NÃO ajustável (divulgação se relevante).
  • Queda de valor justo entre o fim do período e a autorização de emissão: a CEBRASPE cobra como “sempre ajustável”, mas o correto depende de indicar condição pré-existente (muitas vezes é tratada como não ajustável/divulgação, e a banca força o “ajuste” para derrubar).
  • Eventos de litígio/contingência: se a decisão apenas confirma obrigação já existente, é ajustável; se o litígio nasce depois, é não ajustável (a banca troca “confirma” por “origina”).
  • Atenção à palavra “deve”: “deve ajustar” vs “deve divulgar” é a troca mais comum; ajuste é EXCEÇÃO ligada a condição preexistente.
  • A banca mistura CPC 24 com CPC 26 para “onde evidenciar” (notas, eventos subsequentes relevantes): cuidado para não aceitar “reconhecer no balanço” quando o correto é “divulgar”.
🎓 Pareto CEBRASPE
  • Definição e janela temporal: evento subsequente ocorre entre o encerramento do período e a autorização da emissão das DCs.
  • Critério que mata 80%: condição pré-existente ⇒ AJUSTA; condição nova ⇒ NÃO AJUSTA (pode divulgar).
  • Dividendos propostos após o balanço: normalmente NÃO reconhece passivo no balanço daquele exercício; a banca cobra isso repetidamente com C/E e com datas.
  • Marco “autorização de emissão” é o que delimita a análise: publicação/divulgação podem ocorrer depois, mas não são o marco central do CPC 24.
  • Mudança legislativa anunciada/promulgada após o período: em regra, não ajusta saldos do período encerrado (divulga se relevante) — a banca força “ajuste” para derrubar.
  • Queda no valor justo após o período: costuma aparecer como pegadinha de “exige ajuste”; tratar como “sempre ajustável” costuma estar errado.
  • Itens com “primeira oportunidade”/“de imediato” costumam ser isca: o CPC 24 separa ajuste (quando aplicável) e divulgação (quando relevante), sem “automatismos”.
  • Palavra-chave: OBRIGAÇÃO PRESENTE na data do balanço é o gatilho mental para decidir se algo “vira ajuste” (ou fica para divulgação).
✍️ Exemplo na prática

[CEBRASPE – 2025 – APC – FUNPRESP-EXE] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/3293576

* Ponto-chave: identificar a janela do CPC 24 (até a autorização de emissão) e classificar dividendos declarados após 31/12 como evento subsequente. * Pegadinha: mandar “reconhecer no balanço de 31/12” e ainda “reportar em notas de 31/12/2024” (mistura de períodos e evidenciação).

[CEBRASPE – 2024 – ACE – TCE AC] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/3079054

* Ponto-chave: dividendos propostos após a data do balanço tendem a ser NÃO ajustáveis (não viram passivo no balanço do exercício encerrado). * Pegadinha: alternativa afirma reconhecimento como passivo “no exercício em que foram propostos”, empurrando reconhecimento indevido.

[CEBRASPE – 2023 – Ana Jr – TBG] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/2759749

* Ponto-chave: queda de valor justo entre o fim do período e a autorização de emissão deve ser classificada conforme indicar (ou não) condição preexistente. * Pegadinha: item trata como “exige ajuste” de forma absoluta, sem amarrar à condição já existente na data-base.

4. Contabilidade Geral - CPC 46: Mensuração a Valor Justo (Lei 6.404, art. 183, §1º)

ConceitoO que você precisa saberComo a banca cobra
HierarquiaNatureza do dadoComo a banca cobra
Nível 1Preços cotados em mercados ativos para itens idênticos“maior prioridade”
Nível 2Dados observáveis (diretos/indiretos), exceto Nível 1Confusão com “qualquer observável”
Nível 3Dados NÃO observáveis significativosVira “mensuração específica da entidade” (pegadinha)
⚠️ Fique esperto! Aqui o bicho pega!
  • Hierarquia é do dado de entrada (input), não “da técnica”: a banca tenta dizer que “a hierarquia leva em conta a técnica de avaliação utilizada” para te derrubar.
  • Nível 1 NÃO é “todos os dados observáveis”: é preço cotado em mercado ativo para item idêntico.
  • Nível 2 envolve observáveis com ajustes; mas se o ajuste significativo usa dado não observável, pode empurrar a mensuração para Nível 3 (a banca gosta desse “pulo”).
  • Nível 3 não significa “chute da empresa”: ainda assim, o objetivo é refletir premissas de participantes do mercado, não “premissas subjetivas internas” como regra.
  • A CEBRASPE troca “preferencialmente, sempre que possível, usar preços cotados” por “priorizar preços ajustados” para confundir consistência/comparabilidade.
  • “Mercados ativos” e “itens idênticos” aparecem como palavras-armadilha: se não for idêntico (ou não for ativo), já não é Nível 1.
  • A banca cobra a frase: preços cotados em mercados ativos têm mais alta prioridade; dados não observáveis têm mais baixa prioridade.
  • Item clássico: “na ausência de informações observáveis, usar mensuração específica da entidade como valor justo” — tende a estar ERRADO quando ignora a perspectiva de mercado.
  • Em múltipla escolha, a alternativa correta quase sempre é a que identifica Nível 3 como “dados não observáveis” (sem inventar exceção).
🎓 Pareto CEBRASPE
  • Decore a frase de prova: Nível 1 (preço cotado mercado ativo item idêntico) > Nível 2 (observáveis exceto N1) > Nível 3 (não observáveis).
  • Hierarquia classifica inputs, não “empresa”, não “técnica”, não “intenção”.
  • “Todos os dados observáveis = Nível 1” é pegadinha; Nível 1 é apenas preço cotado para item idêntico em mercado ativo.
  • Nível 3 não autoriza “mensuração específica da entidade” desconectada de mercado; o VJ sempre busca premissas de participantes do mercado, ainda que com inputs não observáveis.
  • Questões insistem na “prioridade” (maior vs menor) e nos termos “mercado ativo”, “idêntico”, “observável”, “não observável”.
  • Em itens C/E, o erro vem de trocar “maior prioridade” por “menor prioridade” ou inverter N2/N3.
  • Em alternativas, desconfie de “independentemente de serem ajustados” quando fala de Nível 1: se precisa ajuste significativo, pode sair da lógica de Nível 1.
  • Quando o enunciado fala em “ajuste que usa dado não observável”, a banca está testando se você entende o nível final pela significância do input não observável.
✍️ Exemplo na prática

[CEBRASPE – 2024 – Atu – CAGEPA] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/3084022

* Ponto-chave: Nível 3 = dados não observáveis; Nível 1 = preços cotados em mercado ativo para itens idênticos. * Pegadinha: alternativas que dizem “Nível 1 engloba todos os observáveis” ou que “hierarquia depende da técnica”.

[CEBRASPE – 2024 – Cont – CAU BR] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/2782179

* Ponto-chave: VJ não vira “mensuração específica da entidade” só porque faltou dado observável; ainda se busca perspectiva de mercado. * Pegadinha: confundir ausência de preço cotado com “liberdade total” para medir como quiser.

[CEBRASPE – 2024 – Cont – Pref Cach Itapemirim] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/2985327

* Ponto-chave: hierarquia em três níveis e prioridade máxima para preço cotado em mercado ativo. * Pegadinha: inverter a prioridade (“não observável” como prioridade mais alta).

5. Contabilidade Geral - CPC 46: Mensuração a Valor Justo (Lei 6.404, art. 183, §1º)

ConceitoO que você precisa saberComo a banca cobra
TécnicaIdeia centralExemplo típico
Abordagem de mercadoPreços/índices de itens idênticos/comparáveisMúltiplos, transações comparáveis
Abordagem de receitaConverte fluxos futuros em valor presenteFluxo de caixa descontado
Abordagem de custoCusto de substituição/reposiçãoReposição de capacidade de serviço
⚠️ Fique esperto! Aqui o bicho pega!
  • CEBRASPE tenta dizer que as três abordagens são “mutuamente excludentes” como regra: a norma exige consistência com uma ou mais abordagens, e a banca usa absolutismos para derrubar.
  • Abordagem da receita: quando usa valor presente de benefícios econômicos futuros (fluxos descontados), é receita; a banca troca por “custo” para confundir.
  • “Fluxo de caixa descontado” pode ser técnica dentro da abordagem de receita, mas a banca inventa “priorizada” como regra geral e ainda exige divulgação sempre (pegadinha).
  • “Precificação por matriz” e “múltiplos (P/L)” são cobrados como exemplos de abordagem de mercado; a banca troca para “receita” ou “custo” para derrubar.
  • Divulgação (disclosure): a norma exige informações para ajudar usuários a avaliar técnicas e inputs usados na mensuração do VJ; a banca troca “auxiliar usuários” por “dispensa divulgação” (erro clássico).
  • Nível 3: quando houver dados não observáveis significativos, a divulgação deve auxiliar a avaliar o efeito das mensurações no resultado ou em outros resultados abrangentes (a banca omite “Nível 3” e generaliza).
  • Exceções de divulgação: há situações em que as divulgações do CPC 46 NÃO são exigidas (a banca afirma “sempre exige” para derrubar).
  • A banca mistura “técnica” com “nível” (hierarquia): nível é sobre input; técnica é o método de avaliação (mercado/receita/custo).
  • Em itens C/E, o erro frequente é confundir “valor justo” com “custo de reposição”: custo de reposição pode aparecer na abordagem de custo, mas não vira sinônimo de VJ.
🎓 Pareto CEBRASPE
  • Decore as 3 abordagens e a tradução de prova:
    • Mercado = preços de itens idênticos/comparáveis;
    • Receita = fluxos futuros trazidos a valor presente;
    • Custo = substituição/reposição.
  • A norma manda usar técnicas consistentes com uma ou mais abordagens (desconfie de “mutuamente excludentes” como regra fixa).
  • Questão padrão: “estimou valor presente de benefícios futuros” ⇒ abordagem da receita (fluxo de caixa descontado).
  • Divulgação é muito cobrada: deve permitir avaliar técnicas e inputs usados para desenvolver as mensurações.
  • Nível 3 + divulgação: se usar dados não observáveis significativos, deve divulgar efeito no resultado/outros resultados abrangentes (não generalize para todos os níveis).
  • Exceções de divulgação existem (a banca cobra “não exigidas para...”): cuidado com “SEMPRE divulgar”.
  • “Precificação por matriz” e múltiplos (P/L) aparecem como técnica de mercado; a banca tenta jogar para “valor presente” ou “receita”.
  • “Valor justo não se confunde com custo de reposição”: custo de reposição pode ser input/abordagem, mas VJ é preço de saída (exit price) em mercado.
  • Quando o enunciado falar em “premissas divulgadas em notas”, desconfie do “sempre”: divulgação é orientada por relevância e requisitos (especialmente quando Nível 3).
  • Em C/E, a banca usa “devido à inexistência de mercados ativos, deve priorizar preços ajustados” — geralmente falso, porque a prioridade é por hierarquia de inputs, não por uma regra universal de “preço ajustado”.
✍️ Exemplo na prática

[CEBRASPE – 2024 – ERRHSB – ANA] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/2874649

* Ponto-chave: usar valor presente de benefícios econômicos futuros caracteriza abordagem da receita. * Pegadinha: confundir “valor presente” com “técnica isolada” fora do CPC 46 ou classificar como abordagem de mercado.

[CEBRASPE – 2024 – Cont – CAU BR] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/2782182

* Ponto-chave: uso de dados não observáveis (Nível 3) puxa obrigação de divulgação do efeito no resultado/outros resultados abrangentes. * Pegadinha: generalizar a divulgação “para qualquer mensuração” sem exigir Nível 3/significância.

[CEBRASPE – 2024 – AFTM – Pref Mossoró] – http://www.tecconcursos.com.br/questoes/3039438

* Ponto-chave: identificar técnica de mercado (ex.: múltiplos como P/L) como abordagem de mercado. * Pegadinha: jogar “P/L” como se fosse abordagem de receita (por lembrar fluxo/juros) ou custo.

Checklist de Prova (revisão relâmpago)

  • VJ (CPC 46): preço de venda do ativo/transferência do passivo, transação NÃO forçada, entre participantes do mercado, NA DATA de mensuração.
  • Mercado principal = maior volume/atividade (critério prioritário); SE NÃO houver, usa-se o mercado mais vantajoso.
  • Custos: custos de transação NÃO entram no VJ; custos de transporte podem ajustar SE a localização for característica do ativo.
  • Hierarquia do VJ: Nível 1 (preço cotado mercado ativo item idêntico) > Nível 2 (observáveis exceto N1) > Nível 3 (não observáveis).
  • Técnicas/abordagens (CPC 46): mercado (comparáveis/múltiplos), receita (fluxos futuros a valor presente), custo (substituição/reposição).
  • Divulgação (CPC 46): informar técnicas/inputs; SE houver Nível 3 significativo, divulgar efeito no resultado/outros resultados abrangentes; existem hipóteses em que a divulgação do CPC 46 NÃO é exigida.
  • CPC 15: combinação de negócios exige obtenção de controle de um negócio; NÃO se aplica à aquisição de ativo/grupo que NÃO constitua negócio e a combinações sob controle comum.
  • Método de aquisição (CPC 15): identificar adquirente; definir data de aquisição; reconhecer/mensurar ativos/passivos identificáveis; reconhecer goodwill ou ganho por compra vantajosa (desconfie de “SOMENTE/APENAS” omitindo etapa).
  • Goodwill (CPC 15): benefício futuro residual NÃO identificável separadamente (não confundir com intangível identificável).
  • Passivo contingente (CPC 15): regra geral não reconhece; EXCEÇÃO na aquisição: DEVE reconhecer se obrigação presente de evento passado e VJ mensurável com confiabilidade.
  • CPC 24: evento subsequente = entre data final do período e autorização de emissão; condição pré-existente ⇒ AJUSTA; condição nova ⇒ NÃO ajusta (pode divulgar).
  • Dividendos após a data do balanço (CPC 24): em regra, NÃO reconhecer como passivo no balanço da data-base; a banca força “reconhecer” para derrubar.

Módulo VI - Análises Estratégicas

Neste módulo, você entenderá a importância das análises estratégicas para sua preparação. Aprenda a explorar o perfil e as características das principais bancas examinadoras, otimizando suas estratégias de estudo e aumentando suas chances de sucesso nos concursos públicos.

Compreenda a importância de análises detalhadas para direcionar sua preparação de maneira eficiente.

Explore o perfil e as características das principais bancas examinadoras para otimizar sua estratégia de estudo.

Módulo V - Direcionamento por Estágios

Neste módulo, você aprenderá a identificar seu estágio de preparação e a importância da fase pré-edital. Iremos guiá-lo através dos estágios básico, intermediário e avançado, fornecendo técnicas específicas para cada fase. Além disso, você descobrirá como otimizar sua preparação no período pós-edital, garantindo que esteja completamente preparado para o dia da prova.

Compreenda a estrutura dos diferentes estágios de preparação e a importância de se posicionar corretamente.

Aprenda a identificar em que estágio você se encontra e a relevância da preparação pré-edital.

Diretrizes e estratégias para quem está começando a preparação para concursos.

Abordagens específicas para quem já possui uma base e deseja aprofundar os estudos.

Técnicas avançadas para quem está próximo da aprovação e precisa de refinamento final.

Estratégias para otimizar sua preparação após a publicação do edital.

Módulo IV - Organização e Planejamento

Neste módulo, você aprenderá a criar ciclos de estudo eficazes, planejar suas semanas de maneira produtiva e desenvolver um planejamento detalhado do zero. Além disso, iremos guiá-lo na criação de cadernos de questões, utilizando filtros essenciais e organizando por blocos de assunto e matéria, para garantir uma preparação completa e focada.

Entenda a importância da organização e do planejamento eficazes para alcançar a aprovação.

Aprenda a criar e manter um ciclo de estudos que maximize seu tempo e produtividade.

Estruture seu planejamento semanal para garantir uma preparação equilibrada e consistente.

Descubra como iniciar um planejamento detalhado desde o início, alinhado aos seus objetivos.

Explore os diferentes tipos de cadernos de questões e aprenda a aplicar os principais filtros.

Organize suas questões por blocos temáticos para uma revisão focada e eficiente.

Estruture cadernos de questões por matéria para aprofundar seus conhecimentos específicos.

Módulo III - Metodologia de Estudos

Neste módulo, você vai explorar a metodologia de estudos detalhada e aprender como aplicar técnicas eficazes, desde o estudo da teoria e da lei seca até a revisão espaçada e automática. Abordaremos também como estudar e revisar por questões, analisar métricas, evoluir seu percentual de acertos, e preparar-se para provas discursivas, jurisprudência, legislação específica, exatas, contabilidade e tecnologia da informação.

Compreenda o sistema que irá guiar sua preparação de forma eficiente e organizada.

Explore os princípios e técnicas que sustentam um estudo eficaz e produtivo.

Aprenda a dominar a teoria e as leis secas com abordagens práticas e detalhadas.

Utilize técnicas de revisão espaçada e automática para fixar o conteúdo de forma duradoura.

Integre questões práticas em seu estudo para reforçar o aprendizado e avaliar seu progresso.

Aprenda a medir e interpretar seu desempenho com análises de métricas eficazes.

Desenvolva estratégias para melhorar continuamente seu percentual de acertos em provas.

Técnicas e práticas para se destacar em provas discursivas e redações.

Abordagens especializadas para entender e aplicar a jurisprudência relevante.

Foco na legislação específica para seu concurso e como estudá-la de forma eficaz.

Métodos de estudo para matérias de exatas, incluindo matemática e raciocínio lógico.

Estratégias para dominar contabilidade, desde os conceitos básicos até os mais avançados.

Abordagens para se preparar para questões relacionadas à tecnologia da informação e informática.

Módulo II - Ferramentas de Estudo para Concursos

Neste módulo, você conhecerá as ferramentas essenciais para otimizar sua preparação para concursos. Aprenda a usar PDFs, videoaulas, Tec Concursos, criar resumos, mapas mentais, simulados, e a aplicar técnicas como Anki, ChatGPT e estudo reverso para maximizar seu desempenho e alcançar a aprovação.

descrição das ferramentas abordadas (PDFs, videoaulas, Tec Concursos, resumos, mapas mentais, Anki, ChatGPT, estudo reverso) e a importância de cada uma no contexto da preparação para concursos.

Aprender a tirar o máximo proveito dessas ferramentas, otimizando tempo e absorvendo o conteúdo de forma mais eficaz.

Técnicas de resumo eficiente, criação de mapas mentais visuais e interativos, e a importância dos simulados na preparação para concursos, incluindo como criá-los e utilizá-los.

Melhorar significativamente a retenção de informações importantes, garantindo que o conhecimento seja revisado de forma periódica e eficiente.

Explorar como utilizar o ChatGPT para otimizar a preparação para concursos públicos.Exemplos práticos de uso do ChatGPT para tirar dúvidas, gerar resumos, criar perguntas de revisão e simular interações

Conceito e vantagens do estudo reverso, passos para aplicar a técnica em diferentes matérias e exemplos práticos de como utilizá-la para maximizar a compreensão e memorização.

Módulo I - Introdução ao Manual

Neste módulo, você terá uma visão geral do manual, aprenderá os aspectos fundamentais dos concursos públicos, e descobrirá como preparar seu psicológico. Além disso, ensinaremos a criar uma rotina de estudos eficaz e a evitar os erros mais comuns cometidos pelos candidatos.

Você terá uma introdução sobre o que esperar do Manual, seus principais componentes, e como ele está organizado para maximizar seu aprendizado e eficiência.

Detalhes sobre o funcionamento dos concursos, tipos de cargos, etapas do processo seletivo, e a importância da preparação adequada.

Abordar a importância do preparo mental e emocional para enfrentar os desafios dos concursos.

Passos para criar um cronograma de estudos, técnicas de gerenciamento de tempo, e dicas para manter a consistência e a disciplina.

Integre questões práticas em seu estudo para reforçar o aprendizado e avaliar seu progresso.