Material de Estudo - Concursos

LÍNGUA PORTUGUESA | BLOCO 07: PARALELISMO, VOZES VERBAIS E CONCORDÂNCIA

1. Concordância (Verbal e Nominal)

ConceitoO que você precisa saberComo a banca cobra
Regra geralVerbo e demais termos concordam com o núcleo do sujeito; pronome relativo (“que”) pode “puxar” concordância pelo antecedenteTroca singular ↔ plural para “ver se quebra”
“Haver” (existência/tempo)“Haver” com sentido de existir/tempo é impessoal: fica SEMPRE no singular; ao trocar por “existir”, o verbo passa a concordar“há” → “existe/existem”
Estruturas “uma das… que…”Na relativa, o verbo pode concordar com “uma” (sing.) OU com “coisas” (pl.), conforme construção/ênfase; banca explora “poderia ir ao plural?”“atraiu” → “atraíram”
Sujeito compostoCom “X e Y”, verbo vai ao plural; se gêneros mistos, adjetivo/particípio tende ao masc. plural“tenham… desenvolvidos” por termos conjuntos
⚠️ Fique esperto! Aqui o bicho pega!
  • “Há diferentes abordagens” → ao trocar por “existir”, NÃO cabe “existe” se o termo posposto estiver no plural; o correto tende a ser “existem”, porque “existir” NÃO é impessoal (a banca mistura “impessoalidade” de haver com “existir”).
  • “Tem” vs “têm”: pluralizar só porque o substantivo está no plural é erro; o divisor é o núcleo do sujeito (singular “um/uma/isso” segura o verbo no singular, mesmo com complementos no plural).
  • Em orações relativas, o “que” pode funcionar como sujeito do verbo; se retoma termo no plural, a forma plural costuma ser a exigida — mas a banca tenta “colar” concordância no termo mais próximo, e NÃO no antecedente correto.
  • “Uma das coisas que mais me atraiu”: a pegadinha é supor que “uma” obriga SEMPRE singular; em estruturas consagradas, o plural (“atraíram”) pode ser aceitável, e a banca cobra justamente esse ponto de flexibilidade.
  • Em “X, bem como Y / assim como Y”: dependendo da estrutura, a concordância pode oscilar; a CEBRASPE costuma tratar como adição real quando há ideia de soma, mas pune pluralização automática quando o núcleo segue singular.
  • Sujeito composto “aparelhamento e atividades”: erro típico é fazer o particípio concordar só com o termo mais próximo; se a referência é aos dois, a tendência é plural, e, havendo gêneros diferentes, masc. plural.
  • Concordância “ideológica” (com ideia, NÃO só forma) é terreno de erro: a banca prefere o que está gramaticalmente ancorado no núcleo do sujeito, NÃO “no sentido” inventado pelo candidato.
  • Verbo no plural “porque tem dois termos depois” (ex.: “ofertantes e demandantes”) só se sustenta se esses termos forem, de fato, o sujeito; se forem complemento/adjunto, pluralizar vira erro.
  • Em períodos longos, a CEBRASPE testa “distância” do sujeito: quanto mais longe o verbo está do núcleo, mais fácil cair na concordância por atração (e é isso que eles querem que você erre).
🎓 Pareto CEBRASPE
  • Troca “há” ↔ “existe/existem” é cobrança recorrente: haver (existência/tempo) = impessoal = singular; “existir” concorda com o sujeito (geralmente posposto).
  • Julgamentos do tipo “pluralizar prejudica a correção” aparecem muito: a resposta quase sempre depende de identificar o núcleo do sujeito, e NÃO o termo mais próximo.
  • “Uma das coisas que…”: a banca explora se o verbo da relativa pode ir ao plural; saiba que pode ocorrer concordância com o antecedente plural (“coisas”) em construções usuais, e é isso que salva/derruba item.
  • Verbo + dois núcleos coordenados: se a frase sustenta sujeito composto real, o plural é caminho natural; se a coordenação está em complemento/adjunto, pluralizar é erro.
  • Concordância em locução verbal: a banca foca no verbo que carrega flexão; o resto (particípio) entra como “termômetro” de sujeito (especialmente na voz passiva).
  • Em relativas com “que”, a pergunta implícita é: “o ‘que’ retoma qual termo?” Se retoma plural, NÃO force singular por atração do termo imediatamente anterior no singular.
  • Itens de “substituição sem prejuízo” (plural/singular) exigem checar duas coisas: (1) correção gramatical; (2) se a troca muda estrutura (ex.: verbo impessoal → verbo pessoal).
  • Participio/adjetivo após sujeito composto de gêneros diferentes tende a ir para masc. plural quando se refere ao conjunto; a banca tenta empurrar concordância “parcial” sem base sintática.
  • Em textos longos, localize o sujeito por “perguntas de teste”: quem é que…? o que é que…?; se o sujeito vier encapsulado (“um dos efeitos… é que…”), o singular costuma prevalecer.
✍️ Exemplo na prática

[CEBRASPE – 2025 – Prof (InoversaSul) – InoversaSul] – https://www.tecconcursos.com.br/questoes/3302671

Ponto-chave: “haver” com sentido de existir é impessoal; ao trocar por “existir”, o verbo precisa concordar com o termo que vira sujeito (se plural, tende a “existem”). Pegadinha: achar que “há” ↔ “existe” é troca direta SEM recalcular a concordância.

[CEBRASPE – 2025 – TJ TRT10 – TRT 10] – https://www.tecconcursos.com.br/questoes/3347971

Ponto-chave: em estruturas com verbo no subjuntivo, a flexão depende de quem exerce o papel sintático do sujeito (núcleo singular/plural). Pegadinha: pluralizar “porque parece combinar com a ideia” e NÃO com o núcleo efetivo do sujeito.

[CEBRASPE – 2024 – AFTM – Pref Mossoró] – https://www.tecconcursos.com.br/questoes/3039319

Ponto-chave: em “uma das coisas que…”, o verbo da oração relativa pode aparecer no plural por concordância com o antecedente plural (“coisas”), SEM necessariamente quebrar a norma. Pegadinha: tratar como PROIBIDO o plural (“atraíram”) só porque aparece “uma” no início.

2. Paralelismo

ConceitoO que você precisa saberComo a banca cobra
Paralelismo sintáticoCoordenações exigem mesma estrutura gramatical (substantivo + substantivo; oração reduzida + oração reduzida etc.)“quebra” por mudar classe/forma verbal
Paralelismo semânticoAlém da forma, os termos coordenados precisam pertencer ao mesmo campo de ideiacoordenação “bonita”, mas absurda no sentido
Efeito textualEstruturas paralelas reforçam coesão/ritmo argumentativoitens sobre coesão por repetição estrutural
⚠️ Fique esperto! Aqui o bicho pega!
  • Coordenar “substantivos” com “verbo no infinitivo” costuma gerar quebra: se começou com “viagens, praia…”, manter substantivos (“visitas”), NÃO trocar para verbo (“visitar”) no meio da série.
  • Em correlações (“não só… como também”; “tanto… quanto”), a banca cobra simetria: predicado verbal + predicado nominal no mesmo encaixe tende a ser problema quando a estrutura exige paralelismo.
  • Lista de objetos/termos: se o verbo “pede” complementos do mesmo tipo, misturar “oração reduzida” + “oração desenvolvida” + “sintagma nominal” costuma ser quebra — a CEBRASPE cobra a homogeneidade.
  • Paralelismo NÃO é “repetir palavras”: é repetir moldes (mesma construção). A banca tenta te enganar com repetição lexical sem paralelismo estrutural real.
  • Paralelismo semântico: dá para estar “paralelo” na forma e errado no sentido (ex.: coordenar lugar com parte do corpo); a banca ama esse contraste “parece certo, mas NÃO é”.
  • Em textos dissertativos, perguntas em sequência + respostas em mesma forma podem ser apontadas como estratégia de coesão; a pegadinha é negar o paralelismo porque “muda o tema” (tema pode mudar; estrutura pode ficar paralela).
  • Estruturas comparativas e enumerações longas: o erro típico é “trocar o regime” no meio (de + infinitivo / que + oração), quebrando o padrão iniciado.
  • Mudança de voz verbal (ativa/passiva) pode preservar sentido em reescrita, mas pode quebrar paralelismo se a coordenação exigir a mesma forma verbal nos dois membros.
  • Em coordenação de orações, observe o “que” introdutório: se uma vem com “que” e a outra NÃO, pode haver assimetria sintática relevante para a banca.
🎓 Pareto CEBRASPE
  • O que mais cai é “diagnóstico de quebra”: a banca descreve a função (“coesão por estruturas paralelas”) e pede julgamento; você tem que localizar sequências repetidas (perguntas em série, enumerações com mesmo molde).
  • Paralelismo em enumeração: mantenha o “tipo” dos termos coordenados (só SN = sintagma nominal; só orações reduzidas; só orações desenvolvidas) — é a cobrança mais previsível.
  • Correlativas (“não só… mas também”) são campeãs de pegadinha: a banca testa se você percebeu que a estrutura exige membros “equivalentes”.
  • Paralelismo semântico aparece como “coordenação ilógica”: o candidato foca na gramática e esquece que a ideia ficou incoerente.
  • Em itens de coesão, “estrutura paralela” costuma ser sinal de organização retórica (perguntas/afirmações em série), mesmo que o texto seja literário/argumentativo.
  • Se a frase tem “ou… ou…”, “tanto… quanto…”, “não só… como também…”, espere cobrança: a CEBRASPE usa isso para forçar erro por assimetria.
  • A banca diferencia: paralelismo pode ser (a) interno à frase (coordenação) e (b) entre períodos (mesmo molde repetido); os dois são cobrados em itens de julgamento.
  • Erro frequente: achar que paralelismo é “opcional” e que qualquer mistura passa; em prova, mistura geralmente vira ERRADO quando a banca apontou coordenação simétrica.
  • Reescrita: trocar a forma de um dos membros coordenados pode até manter sentido, mas quebra paralelismo e derruba o item quando a exigência é de “coesão/estrutura”.
✍️ Exemplo na prática

[CEBRASPE – 2025 – Prof (InoversaSul) – InoversaSul] – https://www.tecconcursos.com.br/questoes/3304732

Ponto-chave: reconhecer paralelismo como padrão estrutural repetido (perguntas em sequência e resposta com mesma forma). Pegadinha: confundir “paralelismo” com simples repetição de vocábulos, e NÃO de construção.

[CEBRASPE – 2025 – Prof (InoversaSul) – InoversaSul] – https://www.tecconcursos.com.br/questoes/3297499

Ponto-chave: coesão por estruturas paralelas pode estar no encadeamento de períodos, reforçando ritmo/argumento. Pegadinha: negar paralelismo porque o conteúdo das perguntas muda, quando a cobrança é da forma.

[CEBRASPE – 2024 – Ana Min – MPE TO] – https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2844689

Ponto-chave: paralelismo também é recurso retórico (organização do texto), NÃO só “gramática de lista”. Pegadinha: procurar paralelismo apenas em enumerações e ignorar paralelismo entre períodos.

Checklist de Prova (revisão relâmpago)

  • “Haver” (existência/tempo) é impessoal → fica SEMPRE no singular; ao trocar por “existir”, o verbo vira pessoal e concorda com o sujeito (muitas vezes posposto e plural).
  • “Tem” × “têm” e “pode” × “podem”: a forma certa segue o núcleo do sujeito, NÃO o termo mais próximo nem “o que parece combinar”.
  • Estrutura “uma das… que…”: o verbo na relativa pode aceitar plural por concordância com o antecedente plural (“coisas”), e a banca explora “poderia ir ao plural sem erro?”.
  • Sujeito composto (X e Y) → verbo no plural; se referência é ao conjunto com gêneros diferentes, adjetivo/particípio tende a masc. plural.
  • Em itens “a troca preserva correção/sentido”, confira se houve mudança de categoria: impessoal → pessoal (ex.: “há” → “existir”) quase sempre exige recalcular concordância.
  • Paralelismo em enumeração: mantenha mesmo tipo de construção (substantivos com substantivos; orações reduzidas com reduzidas; desenvolvidas com desenvolvidas).
  • Correlativas (“não só… como também”; “tanto… quanto”) exigem simetria: membros “equivalentes”; misturar predicado verbal e nominal costuma quebrar o paralelismo.
  • Paralelismo semântico: forma pode estar “linda”, mas a coordenação pode estar incoerente; a banca cobra quando os termos NÃO pertencem ao mesmo campo de ideia.
  • Itens de coesão/retórica: paralelismo pode estar entre períodos (mesmo molde repetido), NÃO apenas dentro da frase.

Módulo VI - Análises Estratégicas

Neste módulo, você entenderá a importância das análises estratégicas para sua preparação. Aprenda a explorar o perfil e as características das principais bancas examinadoras, otimizando suas estratégias de estudo e aumentando suas chances de sucesso nos concursos públicos.

Compreenda a importância de análises detalhadas para direcionar sua preparação de maneira eficiente.

Explore o perfil e as características das principais bancas examinadoras para otimizar sua estratégia de estudo.

Módulo V - Direcionamento por Estágios

Neste módulo, você aprenderá a identificar seu estágio de preparação e a importância da fase pré-edital. Iremos guiá-lo através dos estágios básico, intermediário e avançado, fornecendo técnicas específicas para cada fase. Além disso, você descobrirá como otimizar sua preparação no período pós-edital, garantindo que esteja completamente preparado para o dia da prova.

Compreenda a estrutura dos diferentes estágios de preparação e a importância de se posicionar corretamente.

Aprenda a identificar em que estágio você se encontra e a relevância da preparação pré-edital.

Diretrizes e estratégias para quem está começando a preparação para concursos.

Abordagens específicas para quem já possui uma base e deseja aprofundar os estudos.

Técnicas avançadas para quem está próximo da aprovação e precisa de refinamento final.

Estratégias para otimizar sua preparação após a publicação do edital.

Módulo IV - Organização e Planejamento

Neste módulo, você aprenderá a criar ciclos de estudo eficazes, planejar suas semanas de maneira produtiva e desenvolver um planejamento detalhado do zero. Além disso, iremos guiá-lo na criação de cadernos de questões, utilizando filtros essenciais e organizando por blocos de assunto e matéria, para garantir uma preparação completa e focada.

Entenda a importância da organização e do planejamento eficazes para alcançar a aprovação.

Aprenda a criar e manter um ciclo de estudos que maximize seu tempo e produtividade.

Estruture seu planejamento semanal para garantir uma preparação equilibrada e consistente.

Descubra como iniciar um planejamento detalhado desde o início, alinhado aos seus objetivos.

Explore os diferentes tipos de cadernos de questões e aprenda a aplicar os principais filtros.

Organize suas questões por blocos temáticos para uma revisão focada e eficiente.

Estruture cadernos de questões por matéria para aprofundar seus conhecimentos específicos.

Módulo III - Metodologia de Estudos

Neste módulo, você vai explorar a metodologia de estudos detalhada e aprender como aplicar técnicas eficazes, desde o estudo da teoria e da lei seca até a revisão espaçada e automática. Abordaremos também como estudar e revisar por questões, analisar métricas, evoluir seu percentual de acertos, e preparar-se para provas discursivas, jurisprudência, legislação específica, exatas, contabilidade e tecnologia da informação.

Compreenda o sistema que irá guiar sua preparação de forma eficiente e organizada.

Explore os princípios e técnicas que sustentam um estudo eficaz e produtivo.

Aprenda a dominar a teoria e as leis secas com abordagens práticas e detalhadas.

Utilize técnicas de revisão espaçada e automática para fixar o conteúdo de forma duradoura.

Integre questões práticas em seu estudo para reforçar o aprendizado e avaliar seu progresso.

Aprenda a medir e interpretar seu desempenho com análises de métricas eficazes.

Desenvolva estratégias para melhorar continuamente seu percentual de acertos em provas.

Técnicas e práticas para se destacar em provas discursivas e redações.

Abordagens especializadas para entender e aplicar a jurisprudência relevante.

Foco na legislação específica para seu concurso e como estudá-la de forma eficaz.

Métodos de estudo para matérias de exatas, incluindo matemática e raciocínio lógico.

Estratégias para dominar contabilidade, desde os conceitos básicos até os mais avançados.

Abordagens para se preparar para questões relacionadas à tecnologia da informação e informática.

Módulo II - Ferramentas de Estudo para Concursos

Neste módulo, você conhecerá as ferramentas essenciais para otimizar sua preparação para concursos. Aprenda a usar PDFs, videoaulas, Tec Concursos, criar resumos, mapas mentais, simulados, e a aplicar técnicas como Anki, ChatGPT e estudo reverso para maximizar seu desempenho e alcançar a aprovação.

descrição das ferramentas abordadas (PDFs, videoaulas, Tec Concursos, resumos, mapas mentais, Anki, ChatGPT, estudo reverso) e a importância de cada uma no contexto da preparação para concursos.

Aprender a tirar o máximo proveito dessas ferramentas, otimizando tempo e absorvendo o conteúdo de forma mais eficaz.

Técnicas de resumo eficiente, criação de mapas mentais visuais e interativos, e a importância dos simulados na preparação para concursos, incluindo como criá-los e utilizá-los.

Melhorar significativamente a retenção de informações importantes, garantindo que o conhecimento seja revisado de forma periódica e eficiente.

Explorar como utilizar o ChatGPT para otimizar a preparação para concursos públicos.Exemplos práticos de uso do ChatGPT para tirar dúvidas, gerar resumos, criar perguntas de revisão e simular interações

Conceito e vantagens do estudo reverso, passos para aplicar a técnica em diferentes matérias e exemplos práticos de como utilizá-la para maximizar a compreensão e memorização.

Módulo I - Introdução ao Manual

Neste módulo, você terá uma visão geral do manual, aprenderá os aspectos fundamentais dos concursos públicos, e descobrirá como preparar seu psicológico. Além disso, ensinaremos a criar uma rotina de estudos eficaz e a evitar os erros mais comuns cometidos pelos candidatos.

Você terá uma introdução sobre o que esperar do Manual, seus principais componentes, e como ele está organizado para maximizar seu aprendizado e eficiência.

Detalhes sobre o funcionamento dos concursos, tipos de cargos, etapas do processo seletivo, e a importância da preparação adequada.

Abordar a importância do preparo mental e emocional para enfrentar os desafios dos concursos.

Passos para criar um cronograma de estudos, técnicas de gerenciamento de tempo, e dicas para manter a consistência e a disciplina.

Integre questões práticas em seu estudo para reforçar o aprendizado e avaliar seu progresso.